O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre os homens brasileiros e, quando diagnosticado a tempo, possui até 98% de chance de cura. (Foto: Freepik)

Câncer de Próstata: o diagnóstico precoce ainda é o maior aliado na luta contra a doença

O câncer de próstata é o tipo mais comum entre os homens brasileiros, excluindo o câncer de pele não melanoma. Somente em 2023, foram registrados 17.093 óbitos em decorrência da doença, o que corresponde a 47 mortes por dia, segundo levantamento do Ministério da Saúde. 

A doença é uma das principais causas de morte por câncer entre os homens no mundo, atrás apenas do câncer de pulmão. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), deve registrar cerca de 71 mil novos casos a cada ano, no triênio de 2023 a 2025. Isso representa aproximadamente 30% de todos os tumores masculinos diagnosticados no país.

Mas, apesar dos números expressivos, o diagnóstico precoce tem mudado histórias. Quando identificado nas fases iniciais, o câncer de próstata, segundo avaliação da Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), apresenta altas chances de cura, podendo chegar a até 98%. O desafio, portanto, está em vencer o tabu e o medo que ainda cercam o tema.

Fatores de risco e sintomas

A idade é o principal fator de risco: a maioria dos casos ocorre em homens com mais de 65 anos. Ter histórico familiar da doença, especialmente pai, irmão ou filho diagnosticado antes dos 60 anos, também aumenta a probabilidade.

Além disso, hábitos de vida pouco saudáveis, como sedentarismo, obesidade e alimentação rica em gorduras, podem contribuir para o desenvolvimento de tumores mais agressivos.

Nos estágios iniciais, o câncer de próstata costuma não apresentar sintomas, o que reforça a importância da prevenção. Em fases mais avançadas, podem surgir sinais como dificuldade para urinar, necessidade de urinar várias vezes à noite, jato urinário fraco, presença de sangue na urina ou no sêmen e dor óssea.

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é feito por meio de dois exames principais: o toque retal e a dosagem do PSA (antígeno prostático específico) no sangue. Contudo, nenhum deles é conclusivo isoladamente, porém, juntos, ajudam o médico a avaliar a necessidade de exames complementares, como biópsia e ressonância.

De acordo com as diretrizes do INCA, a decisão sobre realizar o rastreamento deve ser tomada em conjunto entre médico e paciente, considerando os riscos e benefícios de cada caso.

O tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir cirurgia, radioterapia, hormonioterapia ou apenas vigilância ativa, que é indicada para os casos de tumores de baixo risco e crescimento lento.

Avanços recentes na medicina têm permitido abordagens mais precisas e menos invasivas, com melhor qualidade de vida para os pacientes.

Um alerta que salva vidas

A projeção mundial da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o número de casos de câncer de próstata deve quase dobrar até 2040, alcançando 2,9 milhões de novos diagnósticos por ano. O dado reforça a importância das ações de conscientização, especialmente durante o Novembro Azul, mas que devem se estender por todo o ano.

O Hospital São José, comprometido com a saúde integral do homem, reforça a importância da consulta regular ao urologista, especialmente para homens a partir dos 50 anos, na maioria dos casos, ou dos 45 anos, em casos de histórico familiar da doença. O acompanhamento médico é a forma mais segura de prevenir complicações e garantir um tratamento eficaz.

Cuidar também é prevenir

Mais do que detectar o câncer, cuidar da próstata é cuidar da saúde como um todo. A adoção de uma alimentação equilibrada, a prática de atividade física regular e o controle do peso corporal são atitudes simples que podem reduzir o risco de desenvolver a doença.

O Hospital São José segue comprometido em promover informação, acolhimento e cuidado humanizado, reforçando que prevenir é o melhor caminho para viver mais e melhor.

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