A chegada das chuvas aumenta os criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, e casos tendem a aumentar entre os meses de novembro e fevereiro
Com o início do período de transição para as chuvas no sul do Maranhão, as condições ambientais se tornam mais favoráveis à proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue e outras arboviroses, como zika e chikungunya.
Portanto, os meses de outubro e novembro são considerados os mais importantes e estratégicos no que diz respeito à prevenção e eliminação dos primeiros focos do mosquito, antes do pico de casos previstos para o verão.
Historicamente, o município de Balsas registra um aumento progressivo de notificações logo após a primeira sequência de chuvas, quando os reservatórios improvisados, calhas e recipientes expostos acumulam a água parada, o que gera os criadouros, favorecendo a reprodução do mosquito.
Por isso, a prevenção começa antes mesmo da chuva forte: identificar os focos e buscar atendimento ao primeiro sinal de agravamento reduz os riscos e evita a evolução para formas graves da doença, orienta o Hospital São José.
Monitoramento e prevenção
De acordo com dados do Painel de Monitoramento da Dengue, da Secretaria de Estado da Saúde do Maranhão, o ano de 2024 registrou 179 casos confirmados da doença, em Balsas. Este ano, até o dia 12 de novembro, já foram confirmados 347 casos de dengue, ou seja, quase o dobro.
Por isso, Balsas está entre os 31 municípios maranhenses considerados prioritários para o Programa Nacional de Controle da Dengue, o que indica que a doença está presente de forma contínua na região.
Esse cenário reforça ainda mais a importância de envolver a população no combate ao Aedes aegypti, preferencialmente antes do período das chuvas. Entre as formas de conter os criadouros e, consequentemente, tentar reduzir os casos da doença, estão:
- Tampar bem as caixas d’água e reservatórios;
- Desobstruir as calhas, ralos e canaletas periodicamente;
- Armazenar garrafas e baldes com a boca virada para baixo;
- Cobrir pneus, entulhos e objetos que possam armazenar água;
- Remover a água da bandeja do ar-condicionado e da geladeira;
- Limpar as plantas que acumulam água, como bromélias e bambu;
- Usar areia nos pratos de vasos de plantas.
Cuidados em caso de dengue
Segundo o Hospital São José, o diagnóstico precoce é um fator decisivo para evitar quadros graves, especialmente em idosos, crianças e pessoas com doenças crônicas. Isso porque, embora a maioria das pessoas se recupere sozinha, alguns pacientes podem evoluir para as formas graves da doença.
Sintomas como febre alta, dor atrás dos olhos, cansaço intenso e manchas vermelhas na pele são sinais de alerta que exigem uma avaliação médica, principalmente os casos que envolvem dor de barriga intensa, vômitos frequentes, tontura, dificuldade de respirar e sangramento no nariz, gengiva e fezes.
É importante também ficar atento às campanhas nacionais de vacinação, como o Dia D nacional contra a dengue, zika e chikungunya, e as campanhas estaduais, com intuito de fortalecer a cobertura vacinal e reduzir os agravos e hospitalizações em decorrência da doença.
Dessa forma, além de reforçar o controle de criadouros, a população deve ficar atenta aos sintomas persistentes. É a busca precoce por orientação médica que ajuda a evitar complicações e garante segurança no acompanhamento do quadro clínico.



