Mudanças bruscas de temperatura, umidade elevada e proliferação de fungos e ácaros favorecem doenças respiratórias em crianças, idosos e pessoas com comorbidades. (Foto: Freepik)

Com a chegada das chuvas, os cuidados com doenças respiratórias precisam ser redobrados

Mudanças bruscas de temperatura, umidade elevada e proliferação de fungos e ácaros favorecem doenças respiratórias em crianças, idosos e pessoas com comorbidades

Os quadros de infecções virais respiratórias, sinusites, rinites alérgicas, crises de asma e pneumonia costumam aumentar durante o período chuvoso no sul do Maranhão, afetando, principalmente, os mais vulneráveis, como crianças, idosos e pessoas com comorbidades.

Durante as chuvas, a umidade se torna um dos principais fatores que favorecem a proliferação dos agentes irritantes e inflamatórios, como fungos e ácaros. Além disso, a tendência das pessoas em passar mais tempo em ambientes fechados e com pouca ventilação facilita a transmissão de vírus e bactérias respiratórias.

Essa combinação de mudanças bruscas de temperatura, aumento da umidade, redução da ventilação natural e exposição prolongada à poeira e mofo tende a aumentar os casos de doenças respiratórias, elevando a procura por atendimento médico entre os meses de novembro e fevereiro.

Embora afetem pessoas de todas as idades, os que mais sofrem com as doenças sazonais são as crianças, idosos, pacientes crônicos e pacientes com histórico de doenças respiratórias. Contudo, a maioria das crises pode ser amenizada e até evitada ao tomar determinadas precauções, realizando um acompanhamento preventivo.

Principais doenças do período chuvoso

O período chuvoso em Balsas e região está relacionado com o aumento dos casos de alergias, sinusites, bronquites, asma e infecções, resultado da umidade elevada que favorece a formação de mofo, ácaro e outros alérgenos em ambientes fechados, assim como a circulação de partículas virais no ar.

Os sintomas comuns das alergias, como a rinite alérgica, são os espirros, corrimento nasal, congestão nasal e coceira no nariz e nos olhos. As sinusites compartilham desses sintomas, porém, são marcadas pela dor de cabeça, cansaço, redução do olfato e sensação de pressão ou inchaço facial.

Nos casos de bronquite e asma, os sintomas principais são tosse, dificuldade de respirar, chiado e sensação de aperto no peito. A diferença consiste na asma ser uma doença crônica causada por uma reação alérgica, enquanto a bronquite é um processo inflamatório que pode ser agudo, isto é, temporário, causado por uma infecção, ou crônico.

Já as infecções respiratórias, que podem ser virais, como gripes, resfriados e vírus sincicial respiratório (VSR), ou bacterianas, a exemplo das pneumonias e da tuberculose, tendem a circular em ambientes fechados e causam, principalmente, febre, tosse, coriza, dor de garganta, falta de ar e exaustão. 

Em todos os casos, o recomendado é manter a cobertura vacinal em dia, beber bastante água, realizar lavagem nasal para desobstruir as vias aéreas e reduzir as secreções, manter o ambiente limpo e ventilado para evitar o acúmulo de mofo e poeira, evitar aglomerações e buscar atendimento médico caso apresente sinais de complicações.

Atendimento precoce reduz os riscos

De acordo com o Hospital São José, muitos casos que evoluem para quadros graves começam com sintomas leves e se agravam por falta de atenção precoce ao padrão de piora. “A orientação é observar sinais como falta de ar, chiado no peito, cansaço ao esforço e febre persistente. O atendimento precoce reduz o risco de complicações e garante manejo clínico adequado”, informa.

Além dos sinais visíveis no paciente, é preciso ficar atento ao ambiente. Medidas simples como evitar lugares fechados e úmidos, manter a hidratação e procurar avaliação médica ao primeiro sinal de piora ajudam a reduzir internações neste período. O acompanhamento preventivo é a melhor forma de proteção para pessoas com histórico respiratório sensível.

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